Dra. Lívia Machado – Alergologia e Imunologia

Você sofre com espirros frequentes, coceiras inexplicáveis ou reações que impactam sua qualidade de vida? Em um mundo onde alergias e desordens imunológicas estão cada vez mais presentes, contar com um especialista dedicado à sua saúde é essencial para respirar alívio e viver com plenitude. 

O médico alergista e imunologista é um especialista dedicado ao diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças alérgicas e imunológicas. Sua atuação abrange desde condições comuns, como rinite alérgica e asma, até doenças raras do sistema imunológico, como imunodeficiências primárias e autoimunes.

Com o aumento global das alergias – afetando cerca de 30% da população mundial, segundo a OMS –, esse profissional tornou-se essencial na medicina moderna.

A DOUTORA LÍVIA É A ESPECIALISTA QUE VOCÊ PROCURA

Graduação em medicina pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE, residência médica em pediatria pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS e residência médica em ALERGIA E IMUNOLOGIA NO HOSPITAL MATERNO INFANTIL DE BRASÍLIA, tendo realizado estágios no HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FMUSP e ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA na área de Alergia e Imunologia, consolidando sua prática clínica nesta área.

o É ESPECIALISTA EM ALERGIA E IMUNOLOGIA
pela Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) desde 2017, quando foi aprovada na prova de título da especialidade

o Mais de 10 anos de experiência
em Alergia e Imunologia, proporcionando um atendimento acolhedor e personalizado para cada família e direcionado para melhoria da qualidade de vida.

o Consulta com cuidado e empatia, direcionada para a resolução do problema do paciente e baseada nos protocolos mais atuais em alergia e imunologia.

o O diferencial da Drª Lívia é o vasto conhecimento adquirido nas patologias alérgicas e imunológicas, aliado a uma experiência com pacientes internados em terapia intensiva pediátrica e ambulatoriais.

    O QUE OS PACIENTES DIZEM

    O Que Faz um Alergista e Imunologista?

    O alergista e imunologista é responsável por:

    •  Diagnosticar alergias: sejam elas alimentares, respiratórias, cutâneas, medicamentosas, picadas de insetos (formiga, vespa e abelha, que tem alto risco de cursar com anafilaxia).
    •  Indução de tolerância a medicamentos e alimentos, com objetivo de retomar o uso da substância
    •  Avaliar doenças imunológicas como os erros inatos da imunidade, as doenças autoimunes, doenças autoinflamatórias e o angioedema hereditário.
    •  Realizar testes alérgicos como o teste de puntura (prick test e prick to prick com alimentos), solicitar dosagens de IgE específica e conduzir testes de provocação com alimentos ou medicamentos.
    •  Prescrever tratamentos personalizados, como imunoterapia (vacinas para alergia) e tratamentos com imunobiológicos, uma terapia direcionada a moléculas específicas do organismo.
    •  Orientar pacientes sobre prevenção e controle de crises.

    Além disso, esse médico trabalha em conjunto com pediatras, pneumologistas e dermatologistas para oferecer um atendimento multidisciplinar.

    Estudos revelam que pacientes em acompanhamento com um médico Alergista apresentam menor necessidade de procurar atendimento em pronto socorro, além de aprenderem a conviver com a doença alérgica.

    Doenças Tratadas pelo Alergista

    1. Alergias Respiratórias

    • Rinite alérgica: doença que causa espirros, coriza, congestão nasal.
    • Asma alérgica levando ao chiado no peito, falta de ar e dor torácica.
    • Sinusite crônica que é frequentemente associada a alergias.

    2. Alergias Alimentares

    • Alergia a leite, ovo, amendoim, frutos do mar: tipo de alergia que pode causar anafilaxia.
    • Síndrome de alergia oral coceira na boca após comer frutas frescas.
    • Esofagite eosinofílica: doença relacionada ao trato gastroinestinal que pode ser responsável por vômitos pós-alimentares até dificuldade para ingerir alimentos e impactação alimentar.

    3. Dermatites Alérgicas

    • Dermatite atópica eczema grave em crianças e adultos.
    • Urticária crônica lesões vermelhas e coceira intensa.

    4. Alergias a Medicamentos e Picadas

    • Reações a antibióticos (penicilina) e anti-inflamatórios.
    • Alergia a veneno de abelhas e vespas (risco de choque anafilático).
    • Reações vacinais para investigação e definição de caso

    Atuação em Diferentes Faixas Etárias

    Diferentemente do que se imagina, para um atendimento direcionado, precisa-se entender as peculiaridades de cada faixa etária, para que se possa oferecer melhores opções de diagnóstico, bem como as melhores opções para o tratamento em cada faixa etária. Segue uma lista com os principais diagnósticos para cada fase de vida:

    Pacientes Pediátricos

    • Diagnóstico precoce de alergias alimentares
    • Manejo da marcha atópica (dermatite → rinite → asma)
    • Prevenção de alergias em crianças de risco

    A marcha atópica corresponde à sequência habitual de desenvolvimento das doenças atópicas ao longo da vida, frequentemente começando com dermatite atópica na infância e evoluindo para alergia alimentar, rinite alérgica e, em alguns casos, asma.

    Adultos

    Nesta faixa etária devido às mudanças hormonais, os sintomas podem apresentar uma piora. Além disso, nota-se maior incidência de alergias relacionadas a ocupação.

    • Alergias ocupacionais
    • Síndromes de hipersensibilidade medicamentosa
    • Urticárias crônicas espontâneas

    Idosos

    Com o declínio das funções do sistema imunológico observa-se menor frequência de alergias mediadas por IgE, mas em contrapartida, aumenta a chance de alergia a medicamentos. Deve-se estar atento às interações medicamentosas devido ao uso de várias classes de medicamentos.

    • Alterações imunológicas relacionadas ao envelhecimento
    • Diagnóstico diferencial de imunossenescência (envelhecimento do sistema imunológico)
    • Vacinação em pacientes imunodeprimidos

    Diagnóstico

    1. Testes Cutâneos
      • Prick test (teste de puntura): procedimento usado para o diagnóstico de alergias mediadas por IgE, cuja reação acontece logo após a exposição ao alérgeno.
      • Teste intradérmico: testes usados para diagnóstico de rações tardias e imediatas, como nas reações alérgicas a medicamentos.
      • Patch test (para dermatite de contato): teste cuja finalidade é diagnosticar reações tardias, principalmente nas dermatites de contato
    Teste Intradérmico
    Teste de Puntura
    Patch Teste
    • Exames Laboratoriais
      • Dosagem de IgE total: tem valor clínico limitado pelo fato de seu resultado não ser suficiente para afastar ou diagnosticar alergias
      • Dosagem de IgE específica: deve-se lembrar que o resultado do teste não diagnostica alergia.
      • Testes de ativação de basófilos
      • Painéis de alergia molecular (CRD): feito com alérgenos purificados ou recombinantes com objetivo de identificar o perfil de sensibilização do paciente. Pode-se usar componentes dos alérgenos e biochips.

    • Testes de Provocação
      • Provocação oral com alimentos: consiste na oferta fracionada do alimento suspeito sob supervisão médica. É o padrão ouro para diagnóstico de alergias alimentares e tem papel crucial para evitar exclusão desnecessária de alimentos.
      • Teste de provocação medicamentosa: é feito de maneira semelhante ao teste de provocação com alimentos, mas tem também o objetivo de fornecer uma opção de medicamento para uso.

    Tratamentos

    • Anti-histamínicos e corticoides para controle de sintomas.
    • Imunoterapia alérgeno-específica (vacinas para dessensibilização) com o objetivo de modificar a resposta imunológica do paciente através do fornecimento de quantidades crescentes do alérgeno.
    • Biológicos para casos graves de asma/urticária.
    • Adrenalina autoinjetável (emergência em anafilaxia).

    Tratamentos Especializados

    Imunoterapia Alérgeno-Específica (Vacinas para alergia) – com a produção de células que induzem a tolerância ao alérgeno possibilita a cura de algumas alergias.

    • Subcutânea (injetável)
    • Sublingual (gotas ou comprimidos)

      Terapias Biológicas – como opção mais assertiva no tratamento de doenças crônicas.

      • Anti-IgE
      • Anti-IL5
      • Anti-IL4/IL13

        1. Protocolos de Dessensibilização – possibilitando o uso de medicamentos ou ingesta de alimentos.
          • Para medicamentos essenciais
          • Para alimentos em casos selecionados

        O Imunologista: Especialista no Sistema Imune e Suas Doenças

        O imunologista é um médico especializado no estudo, diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas ao sistema imunológico. Diferente do alergista (que se concentra mais nas reações de hipersensibilidade), o imunologista clínico tem um foco mais amplo no funcionamento do sistema de defesa do organismo, abordando:

        • Erros inatos da imunidade (EII)
        • Doenças autoimunes
        • Distúrbios autoinflamatórios
        • Complicações imunológicas de outras doenças, como leucemias e infecção pelo vírus da SIDA
        • Resposta imune a transplantes e câncer

        Principais Áreas de Atuação

        – Erros Inatos da Imunidade (EIMs)

        O sistema imunológico tem função de defesa contra micro-organismos. Podemos comparar com um verdadeiro exército na defesa do corpo humano: vigia e controla o aparecimento de células tumorais, bem como vigia e controla células e anticorpos que podem agredir nosso organismo.

        A falha no sistema pode causar situações variadas, desde formas leves, até quadros graves.

        Citamos como exemplos:

        • Infecções com maior gravidade.

        • Infecções por germes não comuns.

        • Doenças autoimunes.

        • Doenças autoinflamatórias sistêmicas.

        • Alguns tipos de câncer.

        • Alergias graves.

        Por isso, deve-se suspeitar de um erro inato de imunidade ou imunodeficiência, quando a pessoa, seja uma criança ou um adulto, apresenta sintomas ou episódios repetidos de infecções comprovadas. Nestes casos, recomenda-se a avaliação do especialista, para que seja feito o diagnóstico do tipo de defeito imunológico.

        Indivíduos com Erros Inatos da Imunidade têm infecções recorrentes. Infecções comuns se tornam graves e às vezes difíceis de tratar. Isso também pode ocorrer com infecções menos comuns, porém mais graves, como pneumonia, meningite e sepse, que podem se apresentar de forma atípica.

        As células e proteínas que compõem a nossa imunidade podem ser avaliadas através de testes e exames que as caracterizam não somente em número, mas também se estão funcionando direito. A partir desta análise é possível definir que setor da resposta imune está defeituoso e se necessita tratamento específico.

        As doenças mais comuns são:

        • Síndrome de DiGeorge, caracterizada por alterações no cromossomo 22, que provocam defeitos congênitos no timo, nas glândulas paratireoides e na aorta.
        • Agamaglobulinemia congênita, associada à mutação de um gene do cromossomo X, pode provocar ausência de linfócitos B e baixo nível de imunoglobulinas (Ig), os chamados anticorpos. Nos casos mais graves, pode resultar na ausência total de imunoglobulinas.
        • Hipogamaglobulinemia transitória da infância, problema que retarda a produção de imunoglobulinas (anticorpos) nos bebês, particularmente nos prematuros, deixando-os mais expostos a infecções.
        • Deficiência das subclasses de imunoglobulina IgG (IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4), que está muitas vezes associada ao aumento de infecções bacterianas.
        • Deficiência seletiva de imunoglobulina do tipo IgA é o mais comum dos erros inatos de imunidade. Muitas vezes os pacientes não apresentam sintomas, mas alguns desenvolvem infecções recorrentes e autoimunes.
        • Imunodeficiência comum variável, caracterizada, entre outros fatores, pela dificuldade de os linfócitos B produzirem as imunoglobulinas IgG. Nesta condição, são comuns as infecções nasais e pulmonares por repetição.
        • Síndrome hiper-IgM, marcada por níveis normais ou exagerados de imunoglobulina M (IgM) e níveis reduzidos ou ausentes de outros tipos de imunoglobulinas, aumentando a susceptibilidade a infecções bacterianas.
        • Imunodeficiência combinada grave (SCID), apesar de rara, é a que apresenta maior gravidade, podendo levar à morte. É caracterizada pelos baixos níveis de imunoglobulina e reduzido número ou ausência de linfócitos T, grupos celulares importantes para produção de anticorpos e que agem para matar células estranhas ao organismo.

        – Imunodeficiências Secundárias

        • Associadas a SIDA
        • Induzidas por quimioterapia
        • Pós-transplante
        • Por doenças crônicas (diabetes, desnutrição)

        – Doenças Autoinflamatórias

        As doenças autoinflamatórias são caracterizadas por síndromes com episódios espontâneos de febre e de manifestações inflamatórias em diversos órgãos. Algumas dessas doenças, como a febre familiar do Mediterrâneo (FFM), são conhecidas há quase um século, já outras foram definidas apenas a alguns anos. A seguir explico as principais:

        Desenho representativo de síndromes clínicas: FCAS, Síndrome de Muckle-Wells e Síndrome CINCA. Abaixo de cada síndrome estão as principais características clínicas atribuídas a elas

        Exames Especializados Na Prática Clínica

        Testes Imunológicos Básicos

        • Hemograma com contagem de linfócitos
        • Dosagem de imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM, IgE)
        • Eletroforese de proteínas
        • Teste de função de neutrófilos

        Avaliação Avançada

        • Citometria de fluxo para subpopulações linfocitárias
        • Dosagem de complemento (C3, C4, CH50)
        • Testes de proliferação linfocitária
        • Sequenciamento genético para IDPs

        Tratamentos Especializados

        1. Terapia de Reposição

        • Imunoglobulinas intravenosas ou subcutâneas
        • Fatores de crescimento hematopoiético

        2. Imunomodulação

        • Corticosteroides
        • Imunossupressores
        • Terapias biológicas

        3. Terapias Inovadoras

        • Transplante de medula óssea para imunodeficiências primárias graves
        • Terapia gênica
        • Moduladores da inflamação (inibidores de interleucinas)

        4. Profilaxia

        • Esquemas especiais de vacinação
        • Antibioticoprofilaxia
        • Orientação para prevenção de infecções

        Desafios Contemporâneos

        • Síndromes pós-COVID e desregulação imune
        • Resistência a antimicrobianos em imunodeprimidos
        • Doenças autoimunes emergentes

        Diferenças entre Alergista e Imunologista

        AspectoImunologistaAlergista
        Foco principalSistema imune como um todoReações de hipersensibilidade
        Doenças tratadasEIIs, autoimunes, autoinflamatóriasRinite, asma, alergias alimentares
        AbordagemMais laboratorial e sistêmicaMais clínica e ambulatorial
        TratamentosImunomodulação, reposiçãoAnti-histamínicos, imunoterapia

        Importância da Especialidade Alergia e Imunologia na SUA SAÚDE

        1. Redução de custos com hospitalizações por complicações
        2. Prevenção de reações alérgicas fatais
        3. Diagnóstico precoce de defeitos da imunidade
        4. Melhoria da qualidade de vida de pacientes crônicos

        Referências:

        • Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI)
        • Organização Mundial da Saúde (OMS)
        • Journal of Allergy and Clinical Immunology
        • Diagnóstico Clínico e Laboratorial em Alergia – Fábio F. Morato Castro

        LEIA MAIS:

         Anafilaxia: Entendendo a Gravidade

        O QUE É ALERGIA?

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